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Sub/Sobretensão de rede



A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é o órgão governamental responsável por definir e normatizar a política de geração e distribuição de energia elétrica no Brasil. Exerce também a função de fiscalizar se os serviços prestados pelas concessionárias cumprem a regulamentação.

A resolução nº 505, de 26 de novembro de 2001, é o dispositivo legal que documenta e regula os parâmetros de fornecimento da energia em baixa tensão, ou seja, a energia que os consumidores farão uso. Este documento tem, entre outras funções, a finalidade de definir os níveis críticos dos valores das tensões secundárias fornecidas aos usuários. São estabelecidos parâmetros como: TA (Tensão de Atendimento) que é o valor eficaz de tensão no ponto de entrega ou de conexão obtido por meio de medição. Este procedimento estabelece ainda três níveis: Medição de valores adequados, precários e críticos. Para cada um destes níveis as concessionárias têm uma obrigação contratual com os consumidores, sendo, portanto, sua função manter os valores dentro destes critérios previamente estabelecidos.

A tabela abaixo foi extraída da resolução n° 505 e define os valores de tensão nos pontos de entrega abaixo de 1.0 KV.

Tabela sobre Tensões Nominais Padronizadas e Tensões Não Padronizadas

Os dados apresentados na tabela dão uma idéia ao leitor da diversidade de valores de tensões secundárias que existe na rede pública de distribuição brasileira. Entretanto, o decreto n° 97280, de 16 de dezembro de 1988, estabelece que a partir de 1° de janeiro de 1990, toda rede pública de distribuição em ampliação, reforço, melhoria ou em reforma, que envolvam a instalação de transformadores abaixadores, somente poderão utilizar as tensões normais padronizadas neste decreto, ou seja: 440/220V ou 254/127V, em redes trifásicas; e 440/220V ou 254/127V, em redes monofásicas.

Este decreto tende a por um fim nesta confusão, a medida que a partir de janeiro de 1990, para instalações elétrica residenciais, comerciais e industriais em baixa tensão, os valores terão que ser padronizados nos níveis ali estabelecidos. Hoje, grande parcela das concessionárias tem optado por entregar ao consumidor duas fases em 127 (defasadas em 120°) e neutro aterrado, derivados de um transformador abaixador trifásico.

Mesmo assim, muita água terá que rolar por baixo da ponte, até que uma padronização ocorra homogeneamente em todo Brasil. O que significa que consumidores e fabricantes terão que conviver por um bom tempo com esta diversidade de valores, que em última instância, contribui para a deterioração dos equipamentos, como veremos a seguir.

Grande parcela dos equipamentos brasileiros continua sendo projetada para operar com o valor de 115/220V e tolerância de ±15%, ou seja, funciona com segurança dentro da faixa de 98 a 132V / 187 a 253V. Se o produto for de origem americana, ou produzido para consumo no mercado norte-americano, o valor nominal pode ser 120V ±15% (operam com segurança dentro da faixa de 102 a 138V).

Analisando estes valores é perfeitamente perceptível que, quando estes equipamentos são ligados em rede 127V, e esta rede atinge valores críticos de leitura como os definidos na tabela do decreto n° 505, eles passarão a operar fora de limite de segurança e podem queimar. Por outro lado, se eles forem conectados à uma rede 115V, correrão o risco de não funcionarem adequadamente por falta de energia na subtensão de rede.

Outro fator que contribui e muito para deteriorar estes níveis de excursões na sub/sobretensão é o fato de muitas concessionárias não terem o devido controle do limite de potência que os transformadores abaixadores da rede pública suportam. Contribuem para isto as ligações clandestinas e a sazonalidade no verão, onde o consumo de energia elétrica aumenta em certas regiões do País devido ao incremento no uso dos aparelhos de ar condicionado. Estes fatores reforçam o efeito de abaixar os limites de subtensão da rede. Outro dado importante a ser citado é que, por motivos econômicos, em determinadas zonas de consumo existem menos transformadores abaixadores do que efetivamente deveriam estar instalados. Portanto, nessas redes extensas ocorre o fenômeno de sobretensão por retorno de energia aos consumidores pendurados no início da linha, perto do transformador. Já os consumidores do fim de linha, dependendo do período do dia onde o consumo aumenta, estarão recebendo pouca energia, abaixando ainda mais os níveis de subtensão.

Todos estes fatores podem ainda ser potencializados por instalações elétricas subdimensionadas e desbalanceadas, cujos efeitos foram melhor analisados no item redes balanceadas.

A título de informação, a resolução normativa n° 61, de 29 de abril de 2004, estabelece as disposições relativas ao ressarcimento ao consumidor de danos elétricos em equipamentos eletroeletrônicos instalados em unidades consumidoras, causados por perturbações ocorridas no sistema elétrico, que ultrapassam os limites estabelecidos na resolução n° 505. Estes decretos e resoluções podem ser encontrados no site da aneel: www.aneel.gov.br.

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